8 de novembro de 2016

Tranquilidade sob Demanda

Todo mundo quer tranquilidade! E a vida corrida dos dias atuais não facilita muito essa busca… Imagine-se o pai ou a mãe de uma família com dois filhos adolescentes. Você trabalha fora e seus filhos estudam de manhã, dedicando-se a outras atividades durante a tarde. O apartamento em que vocês vivem é espaçoso. Uma diarista vem duas vezes por semana. Ela chega depois que todos saíram, pela manhã, e sai no meio da tarde.

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Imagine, também, que você tem uma casa de praia, onde a família passa os finais de semana. E que seus pais (ou sogros) moram sozinhos e que, apesar de já terem certa idade (que inspira cuidados), se sentem e se comportam como pessoas independentes e autossuficientes. Ter tranquilidade não é “doentiamente” acompanhar, à distância, os acontecimentos da família e da casa; ou ficar ligando para os filhos e para os pais a toda hora, para saber como eles estão e se precisam de algo naquele momento.

Ter tranquilidade é saber que, somente no caso de algo sair do normal, você será notificado. É confiar que as pessoas que lhe são queridas dispõem de ferramentas eficientes, que o avisarão se houver algum problema. Quando isto acontece, todos ganham em segurança, conforto e comodidade.

 

MULTI-TAREFAS

Mas, afinal: como conseguir isto? Comecemos pela rotina diária da casa. Aquela correria, todos se preparando para ir à escola, trabalho etc. Depois que todos saíram, vêm as perguntas: o último se lembrou de trancar a porta? Ficaram luzes acesas ou aparelhos de ar-condicionado ligados, gastando energia à toa? E a diarista? Chegou na hora? Mais do que você ser avisado sobre cada evento, que tal ter um sistema de automação residencial que tome ações e o notifique sobre coisas fora do previsto?

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O sistema pode verificar se todos já deixaram a residência, desligar as luzes e os aparelhos de ar-condicionado e trancar a porta. E até lhe mandar uma mensagem, sem muito alarde, dizendo que está tudo desligado. Quando a diarista chega, o sistema libera sua entrada através de uma senha ou impressão digital, registra sua chegada e deixa a informação disponível para sua consulta. Em sua saída, o sistema volta a registrar o evento e verifica se está tudo apagado e desligado (se os filhos não estiverem em casa). E, se você quiser, pode combinar de usar essas informações como livro de ponto!

E quanto aos filhos? Não se preocupe! O sistema pode lhe dizer a que horas eles chegaram e se estão em casa. E, se você quiser, pode avisá-lo se voltaram a sair. Quanto à sua casa na praia, tampouco há com que se preocupar: a automação também pode se encarregar dela, com toda a eficiência.

 

MAIS SEGURANÇA

Além de fazer a vigilância normal, por meio de câmeras e sensores de presença, o sistema pode monitorar o consumo de água e de eletricidade, o que indicará algum problema na instalação ou um eventual uso indevido por parte de pessoas que têm autorização para entrar na casa de praia em sua ausência. Pode, ainda, permitir que você atenda à campainha pelo celular e, assim, você poderá responder pelo sistema e acompanhar pela câmera, para saber se é alguém conhecido (e até liberar sua entrada).

Durante sua ausência, pequenas tarefas poderão ser executadas automaticamente e acompanhadas por você, à distância. Isto inclui: irrigação do jardim e simulação de presença por meio do acionamento inteligente da iluminação. Você conta, então, com a tranquilidade de saber que tudo está sob controle em sua casa de praia (e não será incomodado, a não ser que surja algum problema). Outra coisa: antes de ir para a sua propriedade de veraneio, você pode programar ações que aumentarão o seu nível de conforto, como ligar o ar-condicionado meia hora antes de sua chegada ou filtrar a água da piscina, entre outras conveniências.

Já quanto aos seus pais ou sogros, que prezam a própria independência, mas que moram sozinhos: o sistema pode acompanhar o dia-a-dia deles, verificando itens de segurança (por exemplo: portas que ficaram destrancadas, vazamentos de gás e presença de fogo e de fumaça). Também pode lembrar os moradores de tomarem uma determinada medicação ou oferecer um botão de pânico, por meio do qual eles poderão solicitar alguma ajuda. Câmeras poderão lhe proporcionar uma visão do que ocorre em determina- das partes da casa. E campainhas inteligentes transferirão a “chamada” para o seu celular em horários escolhidos.

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ETAPAS IMPORTANTES

Todas essas funções podem ser implementadas em sistemas de automação com certa facilidade, mas há etapas muito importantes para que o investimento realmente traga o “sossego” almejado. A primeira é o aprendizado. Você deve buscar “entender” o que um sistema pode fazer por você. A Internet pode ajudar, mas, cuidado: ali há soluções que não estão disponíveis no Brasil, ou que ainda nem saíram do papel. Se você estiver construindo ou reformando, seu arquiteto pode auxiliá-lo. Amigos que já tenham instalado o sistema são fontes muito boas para um aprendizado sobre o “que não fazer” em se tratando do assunto. Você também pode contratar um consultor, que o ajudará a definir aquilo que você realmente necessita.

A etapa seguinte é estabelecer seus objetivos. Não se preocupe com detalhes técnicos, pense mais em funcionalidade. Envolva todos os possíveis usuários, incluindo seus filhos, cônjuge e empregados. Tenho certeza de que eles poderão contribuir com ótimas ideias. Ao fim dessa etapa, você terá um documento (ou, ao menos, uma lista) de tudo o que quer que o sistema faça.

Agora, sim, você está pronto para a terceira etapa: ir ao mercado, procurando fornecedores para entender melhor custos e passos para a instalação do sistema. É hora de procurar um integrador. Ele fechará o elo entre os fabricantes e você. Já que cada integrador tem, em seu portfólio, dois ou três fabricantes, sugiro que você procure, pelo menos, dois que trabalhem com fabricantes diferentes, o que aumentará o leque de ofertas e a chance de ter seus requisitos bem atendidos.

Converse bastante com o integrador. Mostre a ele o que você preparou em se tratando de requisitos. Faça-o entender o que você espera do sistema e ele, com certeza, achará a melhor opção e lhe explicará o que está envolvi- do. O especialista também lhe fará mais algumas perguntas e quererá saber se a residência está pronta ou em construção, se você pretende expandir o sistema no futuro etc., com o objetivo de lhe apresentar a melhor solução.

Tenha sempre em mente que o sistema é concebido para atendê-lo. Sistemas instalados sem muita participação do cliente final acabam abandonados ou são utilizados de má vontade, tornando-se uma propaganda negativa para algo que é muito bom (quando bem planejado e moldado de acordo com necessidades específicas). Afinal: você é o cliente!

 

Fonte: Revista Áudio&Vídeo – 142

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