Áudio: O que é preciso saber I
Um pequeno guia de termos, siglas e formatos mais comuns, para ajudar a entender o mundo das gravações digitais.
Bit – Unidade básica de informação digital, é utilizada em áudio para especificar a quantidade de dados existente numa amostra do sinal gravado no domínio PCM (sem perdas). Atualmente, são usados os padrões 8-bit (para MP3), 16-bit (CD, DVD e Blu-ray) e 24-bit (arquivos digitais em alta resolução).
Compressão – Uma das vantagens da tecnologia digital é que os sinais são comprimidos para ocupar menos espaço. Para reprodução, esses mesmos sinais precisam ser decodificados e descompactados. A compressão – na verdade, uma manipulação via software – pode ser feita com perda de parte do sinal original (lossy) ou sem perda (lossless). Nos formatos MP3 e AAC, por exemplo, há perdas significativas. Os formatos lossless resultam em arquivos maiores, mas têm a grande vantagem de preservar 100% do sinal. A tendência é que, com velocidade mais alta nas redes e dispositivos com maior capacidade de memória, predominem os métodos de compressão sem perda.
DAC (Digital-to-Analog-Converter) – Componente fundamental em todo sistema de áudio digital, é o elemento que recebe o sinal em intervalos de tempo precisos e o converte em sinal analógico para reprodução. O conversor pode estar embutido no próprio processador de áudio, ou ficar num chip à parte, dedicado a esse trabalho. Pode ainda ser um módulo independente, ligado entre o player e o amplificador, disponíveis no Brasil em marcas como NAD e Bryston. E há também DACs portáteis, para uso com fones de ouvido, como os da Meridian e Audioquest.
MP3 – O formato mais popular da música digital foi criado nos anos 1990 pelos alemães do Instituto Fraunhofer, depois incorporado pelo consórcio MPEG e transformado em padrão. Foi a forma mais prática de converter sinais analógicos em digitais, embora os métodos de compressão utilizados sacrifiquem parte do conteúdo original. Acabou ganhando impulso com a popularização do iPod e similares, mas sempre enfrentou resistência da comunidade audiófila. MP3 parte da ideia de perceptual coding: alguns sons não são captados pelo ouvido e, portanto, podem ser suprimidos do sinal para gerar arquivos menores. Em algumas plataformas (YouTube, iPhone, PS3), o MP3 é substituído pelo formato AAC (Advanced Audio Coding), que funciona de modo semelhante.
Fonte: Revista HomeTheater – #246 – Ano 20.
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